Um apoio em meio ao caos


Um dia aparentemente normal: Você acorda, toma seu café, se arruma, vai trabalhar...e, de repente, em uma fração de segundos, sua vida vira do avesso. Tudo muda, para sempre. Por um erro, por uma escolha de outras pessoas, tudo será diferente.


O caos de estabelece e tudo o que você conhecia desaparece: casas, animais, carros, árvores, tudo! Engolidos por um mar de "lama". Assim foi a sexta feira, dia 25/01/2019, para os moradores de Brumadinho/MG. Ninguém imaginava o que estava para acontecer. Ninguém imaginava que aquele dia mudaria a vida de todos. Muitas famílias foram destruídas, muitos sonhos foram interrompidos, muita dor foi gerada.


O que aconteceu em Brumadinho foi um crime e deixará marcas profundas em todos os moradores da cidade.


Algo parecido já havia acontecido em Mariana, também em Minas Gerais, há penas três anos. Outro crime que também interrompeu muitos sonhos, deixando os sobreviventes com uma enorme cicatriz na alma.


Outra tragédia que deixou sérias marcas psicológicas foi o incêndio na boate Kiss, que ocorreu na cidade de Santa Maria/MS, em 2013. Muios jovens que haviam saído de casa na intenção de se divertir com os amigos, com sentimento de festa, não voltaram para casa naquela noite. Muitas mortes, muito pânico e muita dor.


O que esses três acontecimentos têm em comum?

Nos três casos a perda repentina de várias pessoas gerou um trauma em quem ficou.


E, no meio disso tudo, existe um espaço para a psicologia?

Claro que sim!

A presença da psicologia nesses momentos é muito importante.


É o que chamamos de "psicologia de emergências e desastres".

Essa área da psicologia se dedica ao acompanhamento das vítimas não fatais, familiares e moradores do local onde ocorreu o desastre/acidente.

Um desastre sempre causa muita dor e é por isso que a psicologia acompanha de perto esses eventos.


O atendimento emergencial (feito momentos após o ocorrido) é muito importante para acolhimento e orientação. Porém, o trabalho deve ser realizado a longo prazo, através de acompanhamento sistemático das pessoas citadas acima, visto que tais acontecimentos podem acarretar doenças como a depressão e o estresse pós-traumático, aumentando consideravelmente o risco de suicídio.


Fica claro então que a psicologia está além do atendimento em consultório. Nós, psicólogos, podemos (e devemos) agir em diversas áreas para, assim, proporcionarmos bem estar psicológico para todos.


Raisa Cristine de Freitas Faria

CRP 04/47961

Psicóloga Clínica


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